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Livrinhos de Natal

|Hélio Bernardo Lopes|
Ao ritmo de uma vez por ano, decorreu mais uma Noite de Natal. Um tempo passado em família, como há muitos anos comigo acontece. Um tempo de ampla convivência – mais de vintena e meia no meu caso –, acompanhado do deglutir de excelentes manjares, tudo culminando na chegada das prendas, agora já sem o Pai Natal a descer pela chaminé.

Como sempre comigo tem lugar, dou e recebo livros como lembranças de Natal. E foi deste modo que me foram ofertadas as obras ORIGEM, de Dan Brown, A ESTRANHA ORDEM DAS COISAS, de António Damásio, CASO SÓCRATES, de Joaquim Rita e Felícia Cabrita, DA LUSITÂNIA A PORTUGAL, de Diogo Freitas do Amaral, SINAL DE VIDA e O REINO DO MEIO, ambos de José Rodrigues dos Santos, PARA LÁ DO INVERNO, de Isabel Allende, ATÉ QUE AS PEDRAS SE TORNEM MAIS LEVES QUE A ÁGUA, de António Lobo Antunes, RAMALHO EANES – O ÚLTIMO GENERAL, de Isabel Tavares, e FALCÓ, de Arturo Pérez-Reverte.

Por razões de natureza logística, recebi o CASO SÓCRATES uns quatro dias antes da Noite de Natal, de pronto me deitando à sua leitura. Um livro que se constitui numa cronologia dos acontecimentos que têm vindo a desenrolar-se desde a detenção de José Sócrates, mas com os diversos acontecimentos muitíssimo esmiuçados. Um livro que nos prende e nos ajuda a criar a imagem de uma possível realidade que talvez envolva a personalidade do nosso antigo Primeiro-Ministro. Um livro deveras interessante.

Em contrapartida, ofereci a familiares meus as obras CINCO HOMENS QUE ABALARAM A EUROPA, de Jaime Nogueira Pinto, OS PREDADORES, de Vítor Matos, SOUSA MARTINS E SUAS OBRAS SOCIAIS, de José Machado Pais, INCLUSÃO E NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS, de Luís de Miranda Correia e DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NÃO VERBAIS NA ESCOLA, de Pamela B. Tanguay. E oferecei, por igual, quatro quadros de minha autoria, a quatro outros casais da família, dois deles formados recentemente.

A terceira das minhas ofertas destinou-se a uma senhora da família, na casa dos trinta, que nasceu no Campo dos Mártires da Pátria, em Lisboa, onde está, precisamente, uma estátua de Sousa Martins, sendo que desde criança consciente ouviu falar do histórico médico, podendo observar de sua casa a procura vasta de portugueses que nele passaram a depositar esperanças diversas. Sabendo eu que desconhecia a obra em causa, determinei-me a procura-la, vindo a encontra-la – facilmente, diga-se – num alfarrabista lisboeta. As duas últimas destinaram-se a uma jovem que concluiu há pouco o seu curso de mestrado em Psicologia, tendo desde sempre mostrado um grande interesse pelas doenças raras que podem atingir, sobretudo, as crianças. Um domínio em que conhece o impensável.

A verdade é que, conhecendo a existência das duas obras ora oferecidas, não as possuía na sua biblioteca técnica. Por fim, um CD onde guardei o que consegui encontrar sobre Enfermagem, desde a Ordem dos Enfermeiros, artigos, livros, nomes e caraterísticas de revistas, portuguesas ou estrangeiras, sobre a temática, uma vasta informação sobre legislação aplicável a aspetos diversos do setor, dissertações de mestrado e teses de doutoramento, etc., que ofereci, com imenso gosto, a uma sobrinha minha a frequentar o 2º Ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem. Precisará de muito tempo para integrar toda esta realidade, se é que conseguirá vir a fazê-lo.

Foi mais uma Noite de Natal muito bem vivida em família, onde existe também agora uma gatinha, precisamente na casa dos meus netos e dos pais. Terminado o jantar, já pela meia-noite, procedeu-se à distribuição das prendas, ao que se seguiu um chá para compor. E foi por esta altura que nos chegou a Kica, por quase todos requisitada numa espécie de fila de espera. Gosta de dar as suas mordidelinhas, mas procura também os bons aconchegos. É até muito fácil pô-la a dormir, depois aconchegada com festinhas no alto da cabeça, da frente para a retaguarda, de outos na portinha do nariz.

Deitei-me pelas três da madrugada do Dia de Natal, desta vez sem avançar na leitura do CASO SÓCRATES. E lá voltámos todos a encontrar-nos neste dia, para o já habitual almoço, que se iniciou pelas três da tarde. Às nove da noite estávamos em casa, lançando-nos na soninha pela meia-noite. Mais um Natal de alegria, para mim agradavelmente culminado pelos novos livrinhos que me chegaram e que ofertei. Livrinhos é essencial. Nada como livrinhos!

Livrinhos de Natal Reviewed by Notícias do Nordeste on quarta-feira, janeiro 03, 2018 Rating: 5

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