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Mais de metade da população portuguesa insatisfeita com grau de escolaridade

A constatação de que mais de 60 por cento da população portuguesa afirma não estar satisfeita com o nível de escolaridade atingido e gostaria de ter um grau mais elevado, é uma das principais conclusões do estudo sobre o Valor atribuído pelos Portugueses à Educação, o primeiro do projeto EDULOG, o Think Tank de Educação que a Fundação Belmiro de Azevedo apresentou esta quarta-feira, 13 de abril, em Lisboa.

O projeto propõe-se analisar e promover o desenvolvimento de novas estratégias e soluções na área da educação, tendo em conta três focos fundamentais: Investigação, Divulgação e Recomendação. Uma das formas de o fazer é através da criação de um Observatório da Educação, que irá produzir estudos como o que foi apresentado.

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Coordenado por Patrícia Ávila, do ISCTE-IUL, e com apoio/execução da IPSOS APEME, o estudo inquiriu 1200 pessoas e revelou que o perfil médio de escolaridade portuguesa é muito baixo comparativamente com o registado noutros países europeus. 63 por cento dos inquiridos tem escolaridade inferior ao ensino secundário, isto é, não passou do 9.º ano. Ainda assim, 68 por cento dos inquiridos considera que as qualificações escolares detidas são suficientes atendendo ao que lhes é exigido pelo trabalho que realizam e 82 por cento considera que são suficientes para as necessidades do dia-a-dia.

Observou-se, ainda, uma relação muito acentuada entre a escolaridade e a ajuda prestada pelos pais nas atividades da escola. Mais de 90 por cento dos pais com ensino superior declara ajudar habitualmente os filhos nas atividades escolares, enquanto apenas 21 por cento dos inquiridos com escolaridade até ao 1º ciclo de ensino básico declarou ajudar os filhos nessas atividades. 36 por cento dos inquiridos com escolaridade até ao 1º ciclo assumem que não ajudam os filhos porque não o conseguiriam fazer.

O seminário de apresentação contou, ainda, com as intervenções de José Novais Barbosa, de John N. Friedman, professor auxiliar na universidade norte-americana de Brown, e de Pedro Carneiro, investigador da University College London.

O último momento da sessão foi marcado por um debate sobre o Impacto da Educação na Sociedade, que contou com a moderação de Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação no XIII Governo e reconhecido especialista em matérias ligadas à educação, formação e cultura.

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O EDULOG
O impacto da educação na sociedade, a existência e cobertura de indicadores, o impacto do professor no desempenho dos alunos, as competências de gestão nas escolas e a eficiência do sistema de ensino e retenção escolar são os temas-chave do Edulog e que estarão no centro das atividades desenvolvidas pelo Think Tank para a Educação.

Estas materializar-se-ão em quatro grandes ações:
• Observatório, que visa agregar e analisar indicadores e conteúdos educacionais;
• Projetos de Pesquisa, sobre temas específicos de Educação e com a participação de centros de investigação nacionais e internacionais;
• Projetos Colaborativos, promovendo competições de ideias para solucionar problemas e desafios identificados em escolas e no sistema educativo;
• Seminários e Conferências Públicas, que visam discutir os temas relevantes para as políticas públicas, promover o debate de indicadores-chave e encontros colaborativos para a partilha de conhecimento e discussão de ideias inovadoras.

“Há, em Portugal, uma falta de investimento na investigação sobre Educação em Portugal”, declara Alberto Amaral, membro do Conselho Consultivo do Edulog, à margem do Seminário de apresentação do Think Tank. “O que este projeto nos traz é não só a capacidade de reunir informação sobre a Educação, mas também de o fazer de forma sistematizada e analisá-la do ponto de vista científico, em colaboração com entidades de renome na área, e propor soluções reais e concretas para este setor”, esclarece.

Para a orientação e definição de prioridades, o Think Tank tem o apoio do Conselho Consultivo, o qual é presidido por Belmiro de Azevedo, presidente do Conselho de Administração do Grupo Sonae, e composto por António Barreto, professor da Universidade Católica e da Universidade de Lisboa, Isabel Alçada, membro do Conselho de Administração da European Cultural Foundation e ex-ministra da Educação, Isabel Leite, professora da Universidade de Évora e ex-Secretária de Estado da Educação e Ciência, Alberto Amaral, presidente da Agência Nacional de Avaliação e do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior e ex-reitor da Universidade do Porto, José Novais Barbosa, Presidente do UPTEC, Professor Emérito da Universidade do Porto ex-reitor da Universidade do Porto, João Filipe Queiró, professor da Universidade de Coimbra e ex-Secretário de Estado do Ensino Superior, David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, assessor para os Assuntos Sociais da Presidência e ex-ministro da Educação e, ainda, Luís Reis, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da Porto Business School, professor da Universidade do Porto e CEO da Sonae Financial Services.
Mais de metade da população portuguesa insatisfeita com grau de escolaridade Reviewed by Notícias do Nordeste on sexta-feira, abril 15, 2016 Rating: 5

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