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A loucura Norte-Americana

|Hélio Bernardo Lopes|
Os mais atentos e realmente independentes já se terão dado conta de que o que se tem podido ver com o comportamento político e humano de Donald Trump se constitui num muito bom indicador do estado da saúde mental da sociedade norte-americana. Uma realidade que é de sempre, mas que tem agora esta evidência extremamente singular em Donald Trump.

De igual modo, também já se percebeu que a utilização de estruturas computacionais permite tudo e muito mais, mormente o que resulta da não existência de mecanismos que garantam uma segurança plena, ou mesmo simplesmente capaz. O que nos vai chegando a um ritmo diário, porventura com verdades e mentiras, mostra que nada é hoje seguro, tanto no plano individual, como no da segurança das instituições e dos Estados.

Temos tido todos a oportunidade de ver isto mesmo ao vivo desde a anterior campanha para o Presidente dos Estados Unidos, com quanto se pôde perceber ter passado com Hillary Clinton e ao redor das mil e uma historietas envolvendo a tal intervenção de russos no apoio indireto a Donald Trump. O que não surgem são acusados e julgados ao nível dos supostamente beneficiados com a tal historieta da intervenção russa...

Nestas circunstâncias, voltou a surgir a vaga noticiosa sobre alienígenas. E, tal como com a anterior, ainda pelos anos 50 e 60 do passado século, também esta não passa de simples historieta, destinada a condicionar a compreensão da grande maioria dos que hoje habitam o Primeiro Mundo.

É neste contexto que tem de ser interpretada a recente tomada de posição dos astrofísicos norte-americanos Michael Hippke e John G. Learned, que advertem para a possibilidade de habitantes de outros planetas poderem enviar-nos mensagens contaminadas, hackeando os nossos meios de comunicação.

A este respeito, convém olhar os dados seguintes. Por um lado, ninguém, a nível oficial, fornece aos cidadãos do mundo uma qualquer informação sobre a realidade apresentada pelos dois astrofísicos. Por outro lado, a natureza humana determina que, de um modo garantido, as pessoas acreditem neste tipo de historietas. Porém, ao fazê-lo, ficam naturalmente condicionadas para a aceitação das explicações posteriormente fornecidas para acontecimentos que possam vir a ter lugar, mas não possam ser publicamente assumidos por Estados. Poderá sempre dizer-se que foram os tais extraterrestres...

Assim, se surgir uma intervenção hackeadora futura, lá surgirá a explicação de que terá sido obra dos tais extraterrestres referidos pelos astrofísicos norte-americanos. Por isso, numa entrevista de há perto de um mês, Vladimir Putin apontou a vitória no desenvolvimento das tecnologias como sendo o único caminho para não vir a perder a III Guerra Mundial, hoje em curso de desenvolvimento.

O que tudo isto mostra, em boa medida, nada tem de novo, tendo mesmo sido já ensaiado há umas décadas atrás. Simplesmente, o recurso aos extraterrestres, nesse tempo, só poderia servir para desencadear uma guerra nuclear, naturalmente sem vencedor absoluto, mas com a derrota de toda da humanidade. Hoje, as coisas são já diferentes, porque a ação desses tais (ditos) extraterrestres é muito mais insidiosa e difícil de justificar ao nível institucional: não foi Estado algum – os Estados Unidos, claro está –, foram, sim, os extraterrestres...

Por fim, importa salientar o papel da grande comunicação social no Ocidente, claramente ao serviço da grande estratégia dos Estados Unidos, mas por igual a guerra religiosa que varre o mundo neste momento, até porque a população ocidental, ligada à matriz católica romana, está claramente em perda. Portanto, caro leitor vá prestando atenção aos acontecimentos que estão a desenrolar-se e não se deixe levar por historietas. E já agora, que está em curso a tentativa de desacreditar Putin e a Rússia, com o caso da Síria e do antigo traidor, Sergei Skripal: já reparou que parece estar a ressurgir o interesse pelo avião malaio que desapareceu (sem deixar rasto...)? Ainda se recorda das duas hipóteses aventadas pela grande comunicação ocidental, ao serviço da grande estratégia dos Estados Unidos: o Índico ou...o Cazaquistão? E não faz este fronteira com a Rússia? E, sendo assim, ainda não consegue resolver esta equação do primeiro grau em geopolítica? Como vê, está aí O DESPERTAR DOS MÁGICOS.

A loucura Norte-Americana Reviewed by Notícias do Nordeste on sábado, março 10, 2018 Rating: 5

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